quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Jamiroquai




A banda, originalmente formada pelo vocalista Jay Kay (aquele do gorrinho russo na cabeça), pelo baixista Stuart Zender, pelo tecladista Toby Smith, pelo baterista Derrick McKenzie e pelo músico Wallis Buchanan, foi o aclamado “Emergency on Planet Earth” (emergência no planeta Terra), lançado em 1993.


Sucesso absoluto de crítica e venda (comparada na época à explosão de discos vendidos de “Faith”, de George Michael) , “Emergency” trouxe grandes hits, como “Too Young to Die” e “Blow Your Mind”, até hoje tocados nas pistas mundo afora, que figuraram por meses as paradas top 10 da Inglaterra, terra natal do Jamiroquai.


O sucesso do lançamento do primeiro disco colocou os jovens britânicos como grande referências do acid jazz até hoje, movimento londrino do início dos anos 90 que teve bandas como Incognito, Brand New Heavies e Corduroy no papel de precursoras. A diferença no caso é que a mistura com o jazz funk dava o tom pioneiro do Jamiroquai.


No ano seguinte, em 1994, a gravadora Sony, com quem os integrantes haviam assinado um contrato para oito álbuns, lançou o não menos aclamado “The Return of the Space Cowboy”. Letras ácidas e satíricas formavam o contexto do disco que começava a ultrapassar as fronteiras do Reino Unido rumo à Europa e Japão. Mas apenas dois anos depois o Jamiroquai derrubou todas as fronteiras musicais para se tornar ícone do movimento pelo mundo.


Em 1996, chegava às lojas “Traveling Without Moving”, que trazia severas críticas à engenharia biogenética. Para se ter uma ideia, o single “Virtual Insanity” foi lançado no dia que a ovelha Dolly nasceu. A música rendeu ao grupo o único prêmio Grammy que detém até hoje. Só que este não foi o único sucesso do álbum: “Alright” e “Cosmic Girl” também ganharam as paradas.


Pode se dizer que esta foi a época áurea do Jamiroquai. Após o sucesso de “Virtual Insanity”, desavenças atingiram o grupo. O baixista Stuart Zender, segundo a “rádio boato” da época, estaria insatisfeito com os ganhos (maiores) do vocalista Jay Kay. Deixou a banda. O que foi um grande tormento, pois foi bem na fase de finalização do álbum seguinte, “Synkronized”.


Em função da disputa de direitos autorais, que levavam o nome de Zender, novas composições foram produzidas. Em 1998, o álbum, enfim, saia do forno, já com Nick Fyffe nos baixos. Nesse mesmo ano, o Jamiroquai gravou outro sucesso: “Deeper Undergroud”, que viria ser parte integrante da trilha do remake de “Godzilla”.


Com o passar dos anos, a banda seguiu com sua reformulação. O Jamiroquai deixou um pouco os holofotes – apenas a mansão de Jay Kay e seus vários carros esportivos – ainda chamavam um pouco de atenção. Em 2001, foi lançado “A Funk Odissey”, e cinco anos mais tarde, surgiu “Dynamite”, ambos sem a repercussão de outrora.


Também chegou às paradas pouco tempo depois uma coletânea: “High Times: Singles 1992-2006”. Aquele velho e bom disco para rememorar a boa fase da banda, que no final das contas, manteve apenas Jay oriundo da formação original. Mas não é por isso que o Jamiroquai chega sem força ao Rock in Rio. Pelo contrário. Jay sempre foi a grande figura representativa do grupo, continua em boa forma e músicas de sucesso não faltam. E neste retorno ao Brasil, a exemplo do que sugere a coletânea citada anteriormente, chega ao Rio de Janeiro a energia das letras significativas, que formam, sem dúvida, um set list de respeito.

Fonte : http://especiais.br.msn.com/rock-no-rio/artigo.aspx?cp-documentid=30502448

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